Freqüentemente denominado de teste de esforço, teste ergométrico ou ergometria, o nosso procedimento é o mais completo possível. Inicialmente, define-se o equipamento que será utilizado para o teste, podendo ser:
1. cicloergômetro de membros inferiores; 2. cicloergômetro de membros superiores; 3. esteira rolante; 4. remoergômetro.
A seguir, estabelece-se com base em dados clínicos
e morfológicos, as características do protocolo a ser executado,
isso é, como será incrementada a carga ou velocidade/inclinação.
Normalmente, segue-se uma estratégia em rampa (pequenos incrementos em
intervalos curtos). A finalidade da individualização do protocolo
e do ergômetro é conseguir um teste que efetivamente responda aos
objetivos e questões propostas, seja no atleta ou em uma senhora de idade
recém-infartada, visando chegar ao máximo entre oito e 12 minutos.
Todos os testes são realizados com medidas diretas de gases expirados, de modo a medir continuamente o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar, além de permitir a identificação do limiar anaeróbico. Em adendo, são ainda monitorizados o eletrocardiograma e a saturação arterial de oxigênio e medidos a cada minuto a pressão arterial e a sensação subjetiva de esforço. Esse teste permite ainda medir a economia do movimento ou indiretamente, a eficiência mecânica naquele gesto motor, possibilitando otimizar a técnica de corrida ou pedalada do atleta.
Com essa
metodologia não há necessidade de estimativas de condição
física - normalmente acompanhadas de um erro de até 20% - já
que o consumo de oxigênio é efetivamente medido. Pode-se ainda,
a partir do limiar anaeróbico, traçar uma programação
de exercício físico cientificamente fundamentada.
